30 de novembro de 2011

De dentro pra fora

Tem algo de muito doce respirando em mim
Atrai formigas
Resfaz a sede
Tem algo de muito calmo
De tanto branco
De mais amor
Tem perfume exalando
Cantando!
Pintado
Esculpido
Tecido por letras que não tem
Sentimentos que não vem
Tatuado por seres que não pesam os passos no chão
Por pluma, nuvem, brisa,
O extremo mais leve da emoção

Cá dentro

Queria um pouco do que me falta
Nada
Falar da ostra e registrar uma inspiração
Passa
Ela fica cá dentro, esquecida
E morre antes a flor que é mal cultivada
Ela fica cá dentro
Do disco arranhado o susto toca eternamente
Dentro
E dentro ficarão meus segredos e os teus sentimentos
Grandiosos e sutis
Eles dançam e conflitam, cá dentro
De nós

15 de novembro de 2011

Engolindo água

Como quem visita a pressa
Quem procura a paz urgente
Busco a pupila de um vento enluarado
Que me reserva a noite negra ausente
Pra responder...
Rogo sensações milhares
Pulso apaixonado
Mar falsificado
Dele eu rio, abaixo empurro o oco do arrepio
E de avalanche a areia explode,
Na janela aberta eclode
Enfurecendo a tempestade da lembrança
A vida virou a tarde
Transbordando a fome de uma mesma saudade